domingo, 20 de março de 2011

unfinished


Run! Do it fast! Faster and faster! Hurry up! I need this for yesterday! C'mon! Life is short! I don't have patience! Now!...
I want to scream, I do want to run, but far away from here. I do want to go fast, but to the moment of life i'll have silence, a little bit of peace. We don't need to hurry, we don't need to go faster and faster, we just need to enjoy life as it appears to us.
Earth is getting addicted to a pace of life that is not common for our kind. everything must be done now, everybody wants answers immediately, wants to get to their final destination the exact moment they think of it. People doesn't have patience anymore.
A very wise man once said "Patience is a virtue". A person who is patient is in peace with the world. Why not waiting some more minutes, why buying everything just right now, why can't we respect the limits, live just like our ancestors did, let the world take its time?
Doing everything faster doesn't let you appreciate the wind blowing off your hair, doesn't allow you to see for several minutes a cloud going its way far from the place you are, doesn't make you feel how everything is connected and designed brillantly.
Have you ever stopped some hours just watching the stars, and the moon? Doesn't it seem to you a waste of time looking at the stars? Well, I guess having small talks on the internet should be a better way to live.
I was thinking about mail. It's been so much time since I've last got a letter from someone. The anxiously about the arrival, your heart beating faster when you see the mailman bringing some stuff, the hope for being remembered... It doesn't work this way with my e-mail inbox.
I believe our bodies have their own will, and they do this to test us. If you turn you body used to something, you'd better be mind-prepared to fight against it. We're meant to be soul-ruled people, that's why we have our intelligence, our feelings.
Our body is always trying to control us, but we have to fight against it, for our own sake. Just question: does everything our body judges as good is really what it thinks about it?
I'm trying to take control of my wishes, to be a soul-ruled, instead of a body one. Unfortunately I'm one in a billion. But I'll take my pace, I'll try to change the world, I can do that.
I wonder how [...]

-to be continued another time-

terça-feira, 8 de março de 2011

Living High and righteously

I never used to think that the world were about "having", instead of "being". Since childhood, I only cared about my parents, my relatives, my dog, and never thought about the place i lived, the clothes i was wearing, the people i hang out, or the future.
Than puberty came and brought a whole new perspectives. This way of thinking imposed itself and made me create differences between poverty and richness, goodness and badness, friendship and enmity, acceptable and unacceptable, right and wrong.
Society has evoluted quickly in the last 50 years, but not morally talking. We're still transforming our thoughts, getting new perspectives and realizing new horizons.
For a short period of time, I let myself be taken by this mass way of life. Fortunately I woke up to reality, and it is way more beautiful than the rest of the world can imagine. To the hell misconceptions, prejudices, this bad destructive capitalistic way of living. I'm not a communist, thou.
I believe that human beings can live as brothers and sister, I think we're much more than just me, or you. We're souls evoluting on a place full of challenges and atonement. I believe that getting in touch with nature is way more important than having this or that apartment, this or that car. After all, we go to the beach because of it's beauty, the way it make us feel. We love summer 'cause it's the time we get peace, when we get together with our friends, when we travel around the world, get to know wonderfull places and have fun.
It is not correct destroying our envoironment as a matter of confort, because we want to live better.
Some friend of mine said that the world is dramatically changing, is passing through a period of transition and that who got prepared for this will be able to live a better life. The ones who insist on the same mistakes are going to suffer.  I belive that, and I still believe one other thing she said: People are going after their origins.
First I got to think, than she made me realize I was already doing that. But I did that unconsciously, because something said in my mind that going after that was making me a better person, and it was right.
Our parents, grandparents and others lived in this world for more than 3.000 years without a bunch of the crap we "must have" today. I believe some inventions came to improve our life, but we're in a time that we must think of what is really important, what will bring us some learning and make us grow on this journey.
I started living, as my mentor Jason Mraz would call, high and righteously. I hope my friends, the ones who hasn't started yet, will take the same way. After all, life is really good. While you're reading this and complaining about the TV, or your internet connection, some people are complaining about the food they don't have, because the crops of their place are destinated to supply your needs.
So stop living as you only have this life, you know you don't. Stop judging other as you knew what they have gone trough, you'll never do. Stop thinking that you must think first of yourself, cause this will take you nowhere. Let's all join hands and face this walk as we're supposed to do, as brethren.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

What hurts the most


O mundo está mudando, você consegue sentir? Pessoas sendo mortas, pessoas lutando pela sua liberdade, o Oriente médio sob o efeito de uma multidão enfurecida por seus direitos, grandes tragédias levando pessoas queridas aqui, no norte, no oriente, em todo lugar...
Nem tudo é mal, afinal. Grandes realizações estão acontecendo. Os seres humanos querem aproveitar mais a vida, querem viajar e conhecer o mundo, estão em busca de suas origens, formando novas empresas com potencial de mudar o mundo, transformando o país e o mundo em que vivemos, cada vez mais próximos.
Mas isso não apaga os fatos que vem acontecendo a todos. O mundo está mudando sim, e este mesmo mundo está dando seu recado.
Todos os dias somos bombardeados por desejos consumistas, por vontades mundanas, por gastar, poluir, até mesmo por relacionamentos frívolos, que mais prejudicam o próximo do que o bem que deveriam fazer. Podemos ir a pé até o mercado e vamos de carro. Podemos subir de escadas e vamos de elevador, por preguiça. Não devemos beber e dirigir, o fazemos. Não devemos passar dos limites, e os passamos. Não devemos trair, e traímos. Que espécie de seres somos nós, que nos julgamos a inteligência suprema.
Uma coisa se consegue notar assistindo a filmes antigos, e essa coisa é como os valores se degradaram com o tempo. Felizmente muitos seres estão acordando e corrigindo-se, mudando seu modo de ser porque agora entendem que não somos nós os donos disso tudo. Nosso mundo, nossa casa, nosso corpo e nossa vida nada mais são que presentes nos dados por alguém que um dia iremos conhecer.
Estamos aqui por algum motivo, cada um sabe no fundo de sua alma qual motivo é este. Só dois tipos de pessoas partem: aqueles que cumpriram com seu dever e aqueles que nada mais fizeram do que extrapolar os limites impostos.
Sou sinceramente feliz por dizer que conheço muitas pessoas que irão partir por cumprir seu dever, como aconteceu hoje a meus Tios. Mas também tenho o pesar de saber que verei muitas pessoas terem sua existência abreviada por fatalidades, que se você analisar foram concebidas por elas mesmas. Egoístas estes últimos o são, pois mal sabem eles quantas pessoas, além dele, dependem de sua existência. Você já imaginou como ficariam seus amigos e sua família caso você partisse?
O que digo aqui é que está na hora de despertarmos. Não estamos aqui de brincadeira. Os bons estão indo e sendo recompensados. Os egoístas estão indo também, mas o mundo está mudando e dificilmente eles retornarão. A mudança vem do coração de cada um, e só é efetiva quando a pessoa se empenha em realizá-la.
Você já contabilizou quantas perdas teve nos últimos tempos? Quantos amigos você perdeu em acidentes? Quantos parentes queridos se foram e deixaram muitas saudades? É meus amigos. A vida está clamando para que mudemos nossos hábitos. Mas isso, como já disse, só depende de nós. Por favor, clementemente te peço, pense nisso. Eu não quero te perder.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reinvenção de um sonho

Ultimamente eu não tenho estado muito bem. Minha cabeça vem refletindo demais, e pensar muito não faz bem a ninguém. O problema é que como não viemos com um botão de desligar, não consigo fazer isso parar.
Muitas indagações vêm passando pela minha mente, muitas delas pondo em cheque o meu futuro. Muitos já sabem das minhas últimas escolhas, sobre o futuro que montei, sobre algumas habilidades que até então eu mesmo desconhecia.  Fiquei muito feliz com tudo isso, e ainda estou, seriamente falando, contente com tudo isso.
Porém a lua-de-mel terminou e com ela aquele detalhe que eu achava tão bonito, no início, vem me irritando profundamente. O casamento parece não ter o futuro que eu queria. Mas como todos bem sabem, nada é como queremos que seja. Só que nesse caso, muito se tem a perder com tal acontecimento.
Tenho me dedicado de corpo e alma, trabalhado madrugada adentro, perdendo horas fazendo estudos, indo atrás de documentos e milhares de viagens de carro e ônibus. As decisões sempre partem de mim, as escolhas e opções sempre sou eu quem apresento, a alma disso tudo tem sido minha força de vontade. Porém aquela divisão favorável a mim não me é mais suficiente.
Muito tempo foi gasto com tudo isso, além de dinheiro. Mas com esse tempo outros valores e prioridades voltaram a florescer dentro de mim, alguns deles arrancados anteriormente por esta outra parte do “casamento”.
Talvez eu esteja cansado de levar todo o estresse nas costas, de tentar fazer a coisa dar certo, dividindo igualitariamente a carga e recebendo um trabalho mal feito. Não, um trabalho em grupo não funciona assim. Desde o início eu fui questionado sobre qual o papel da outra parte. Acontece que chegou uma hora que nem eu mais soube responder.
Um sonho vem crescendo dentro de mim. Uma vontade de voltar às origens que nunca havia sentido antes. De repente, aquela pequena propriedade rural próxima a cidade, com uma vida tranquila e MUITAS árvores ao redor vem chamando a atenção. Uma vida sem muitos luxos, com muito trabalho e muita satisfação me parece tão tentadora... Aquela velha máxima da outra parte “ganhar muito com pouco esforço” tem me parecido um tanto quanto errada, da mesma forma que me pareceu a primeira vez que a ouvi.
As famílias de meus pais sempre batalharam para conseguir aquilo que construíram até hoje. Assim são meus próprios pais. E assim eu serei. Há muito mais história e tradição em suas vidas do que muitos ouvirão falar. Descobri de onde vem minhas paixões e de onde surgiram minhas vocações. É o ciclo da vida, creio eu.
Acho que estou me preocupando demais, e minha moral sempre me disse para dar valor apenas às coisas que realmente merecem. Se algo que deveria ser bom está me prejudicando é porque tem algo de errado.
Ainda bem que erros são corrigíveis. Porém nosso caminho precisa ser construído da melhor maneira possível, e nisso estamos sozinhos. Não sei se vocês conseguiram entender o que quis dizer, nem é minha intenção. O que vale ressaltar, é que acho que o casamento acabou, o que significa que tudo continua como está, sem a parte que prejudica.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ele novamente

Hoje eu encontrei um site muito legal, era de uma marca chamada "Life is good". Esse site, além de uns produtos a venda, possuía muito mais do que meros interesses comerciais. A página inicial era dedicada a histórias enviadas por pessoas que cultuavam esse estilo de vida, diversas delas contando casos, uns contos tristes, alguns felizes outros apenas palavras cheias de significado.
Uma dessas histórias era a respeito de um pai de família, já aos seus 60 anos, com uma esposa que o amava, filhos que encontraram seus caminhos, netos divertidos... Este homem um dia teve uma dor de cabeça e descobriu que carregava em si um tumor cerebral. Mas ele não desanimou, jamais havia deixado um empecilho na vida acabar com seu amor por ela. Então começaram 3 anos e meio, longos anos, de luta contra seu problema. Nesse meio tempo ele conheceu o lema "Life is good" e o usou como seu próprio lema de vida.
Finalmente, em um dia frio de novembro ele partiu, mas deixou a toda sua família a impressão de um batalhador, alguém que viveu intensamente e que nunca perdeu o amor pela existência mesmo em situações verdadeiramente aterradoras.
Comentando essa história com uma pessoa, ela me disse que a tinha achado triste. Foi então que começou uma mudança no meu dia. Aliás, que meu novo dia começou com boas vibrações.
Lembrei a ela que uma morte pode ser vista por dois ângulos. Um triste, o da perda, e outro feliz. Eu sempre tento ver por este outro lado.
Quem acompanhou meu blog, sabe que 2010 foi marcado por grandes perdas. Nesse ano dois grandes amigos se foram e deixaram suas marcas. Por mais que tenha sido difícil, eu tentei ver o lado positivo.
Não pude ir ao enterro de um deles, mas fui ao do outro, meu avô. Confesso que não é algo muito fácil ver meu noninho ali, deitado num caixão...
Logo eu que nunca havia perdido alguém próximo, perder duas pessoas assim uma após a outra. Foi um choque tremendo. Mas me serviu de grande exemplo.
Digo exemplo, porque me lembrei de todos os momentos bons que passei ao lado do meu querido avô, de tudo que aprendi com ele, de todas as risadas que compartilhamos... Parece que ainda hoje vou chegar na sua casa, entrar e vê-lo rindo ao assistir Chaves e Chapolin, na sala, com aquele sorriso alegre por me ver.
Algo que me emocionou muito foi ver que TODA sua cidade compareceu ao seu velório. Descobri ali que um homem planta coisas que nenhuma cirurgia fatal pode destruir. Nunca vi tantas pessoas tocadas pela partida de um homem simples que morava numa casa de madeira no interior do interior do interior.
Meu avô sempre procurou ser bom, começou como empregado e juntou moeda por moeda para comprar suas terras. Mas jamais esqueceu dos outros, sempre ajudou quem precisou e tocava a igrejinha de sua comunidade, mas claro que sempre seguida de seu joguinho de bocha com os amigos no centro comunitário do lado.
Até mesmo o padre se emocionou e fez um agradecimento mais que especial a este homem. E tudo isso me fez pensar em tantas coisas...
Eu ali conversando com minha amiga, meus pensamentos imersos e minhas lágrimas escorrendo. Talvez eu jamais consiga tocar a vida de tantas pessoas como ele fez. Talvez eu jamais faça tão bem quanto ele. Talvez eu jamais crie uma família tão maravilhosa quanto ele...
Sei que existem muitas coisas além de dinheiro, de ter esse ou aquele carro, uma casa ou apartamento desse ou daquele valor, mas eu creio que está mais do que na hora de começar a mudar se um dia eu quiser tocar a vida de tanta gente quanto o Seu Piero, como minha avó o chamava.
Uma coisa ele já mudou em mim. A forma como lido com as pessoas que aqui ainda estão. Hoje já não reclamo mais dos almoços em família, de ir passar o domingo na casa dos meus tios no interior e, principalmente, passo mais tempo com aqueles que eu sei que não tem tanto tempo, como eu, por vir.
A vida é boa. E é muito curta pra se desperdiçar com besteiras. Meu avô faleceu há quase um ano, mas ainda hoje me toca. Graças a ele eu revi algumas atitudes e mudei algumas decisões imutáveis.
Como você quer ser lembrado quando partir? Já se fez essa pergunta? Hoje pode ser o dia certo pra começar a mudar. Eu, pelo menos, comecei.
Agora me dêem licença, por favor, porque tenho algumas pessoas pra ir conversar...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Uma vida sem sonhos


Alguns dizem que a natureza humana é reclamar. Quando está quente, reclamam que queriam o frio. Quando está frio, reclamam que gostariam que estivesse quente. Como se não bastasse o tempo, os seres humanos reclamam de vários outros detalhes.
Já notaram como é moda reclamar da política? Como reclama-se da violência, da pobreza, de como não sobra tempo para nada, como se está gordo, como a vida é muito corrida, como se tem saudades desse ou daquele...
Quem me conhece sabe que não sou uma exceção, reclamo constantemente, mas também sabem que não sou alguém que reclama e deixa por assim mesmo. Raramente vejo a pessoa que reclama da violência fazer algo para tentar amenizá-la. Nem que isto seja se mudar para um lugar menos violento. E aqueles que não tem tempo para nada, gastam o tempo que poderiam fazer algo útil em reclamações. Os que estão gordos não se exercitam e nem controlam a alimentação, os que tem saudade não fazem uma simples ligação...
Tudo bem reclamar, mas então façamos algo para mudar. Aqueles que conseguem algo na vida são aqueles que vão atrás de maneiras de mudá-la para alcançarem aquilo que buscam. E é dessa maneira que a vida parece tão mágica para alguns.
Chega de dizer “como a vida é boa para fulano de tal”. Que tal falar “agora a vida será boa para mim”. Pouco se precisa para isso.
Não é bonito conversar, ter uma habilidade diferente? Já pensou em aprender francês, a língua dos amantes? Ou então italiano, alemão, as línguas dos descendentes de muitas pessoas desse país?
E aquela praça pela qual você passa todo dia? Você para por lá mais do que passa correndo por ela? Já reparou nas árvores que ali estão? Quantas pessoas já sentaram naqueles bancos, cada qual com um pensamento diferente, com uma emoção especial, com minutos de seu tempo para apreciar a vida. Não é mágico sentar sob a sombra de uma destas árvores e sentir o vento em seu cabelo? A vida parece passar diferente para quem dali observa.
Para se ter uma vida melhor, basta dizer “Eu vou” ao invés de “Como seria bom se”. Fomos feitos para aproveitarmos a vida que nos foi dada. Não importa o quão corrida ela seja, se você acha que não há tempo para isso ou aquilo. O tempo, já foi dito, é relativo. Cada um controla o seu relógio, depende apenas do indivíduo.
Reclamava que no meu primeiro apartamento não havia sacada e aquilo me deixava depressivo. Mudei para um apartamento no alto com sacada e uma vista de dar inveja. Então reclamei que nunca mais entrei em contato direto com a natureza. Meu novo condomínio tem um trilha numa área de preservação e até hoje não fui lá. Vergonhoso. Mas não basta eu descer do meu andar, e seguir até lá? Sem me importar com o que os vizinhos vão achar? Afinal, por que seria vergonhoso ir numa trilha?
Nossa mente é aberta desde que assim desejarmos. Se nos prendermos a pequenos detalhes jamais iremos seguir em frente. Iremos sempre ouvir aquela voz nos dizendo “não dá, não pode, impossível”.
Diga adeus às suas correntes, a vida passa, mesmo sem você. Então acorde, faça aquela caminhada, se inscreva para aquele curso de francês, doe uma cesta de alimentos para uma família carente, mude-se, seja sincero com seu chefe, vá até aquela trilha!
Como diria um grande sábio chamado Jason Mraz: “What if this plans are collapsible?”. Estamos sujeitos a tudo na vida, portanto tome uma atitude! Acorde! Torne sua vida mágica, mas acima de tudo VIVA.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Contradições

Ouvindo uma de minhas músicas favoritas, rolo pela minha cama, sem sono. Mais uma noite de pensamentos acelerados, de dores de cabeça, de lanches noturnos, mais uma noite mal dormida.
Olho para o relógio ao lado e tudo que consigo pensar é "Daqui a pouco tenho que trabalhar...". Então me lembro de noites distantes, as quais eram meu dia, em um relógio biológico alterado. Ah, como eram boas aquelas noites, a falta de rotina, as horas a fio escrevendo, o nescau das 02h da madrugada, às vezes a Bohemia, às vezes a Stella...
Quantos Programas do Jô lembro de ter visto! Quantos tweets perdidos... Ainda, haviam aquelas noites de festa, ou aquelas acompanhadas, melhores ainda quando duravam a noite toda, o suor tomando conta, a mente concentrada e o silêncio forçado para não acordar ninguém.
Lembro que as aulas nunca foram tão matadas, que cada vez era um recordo novo de atraso. Nunca estive tão infeliz, porém nunca estive tão feliz. Coisas ruins me aconteceram todo tempo, mas me ajudavam a valorizar as poucas coisas boas.
Hoje minha insônia é retrato de algo muito bom. A tempestade de ideias, até então adormecida, parece ter voltado a toda. Mas agora é diferente. Parece que vamos crescendo e a vida torna-se mais complicada. Ou é só meu subconsciente reclamando das responsabilidades que o peso de duas décadas me trouxeram.
Nunca estive tão feliz! Mas nunca estive tão cansado. Talvez o fato de saber que as inquietações tem prazo para terminar é que esteja causando isso, mas a verdade é que sou muito grato por tudo.
Eu sei, sou um tanto contraditório. Sei que é impossível satisfazer completamente um ser humano, ele sempre vai encontrar algo para reclamar. Talvez seja essa a qualidade que nos trouxe os avanços de hoje, ou este mesmo avanço que é a causa desse, agora, defeito.
Como em sintonia com meus pensamentos, ouço uma música escolhida aleatoriamente pelo meu mp3. Uma música que ouvia nas noites que tanto sinto falta. Ela me acalma, me traz paz e uma ideia, a qual não tem contradições: "Deus, como preciso de umas férias!"